fbpx
vinhoclic-vinhos-paradoxo-frances-002.

A controvérsia do Paradoxo Francês

A expressão “Paradoxo Francês” surgiu na década de 1980 para referir-se ao aparente contraste que existia entre o comportamento dos franceses e sua saúde. Os franceses, em comparação a outros povos, são mais sedentários, fumam mais e ingerem mais gorduras saturadas (manteigas, patés e queijos). No entanto, o insólito é que a população da França apresenta metade dos problemas cardiocirculatórios.

Muitas teorias nasceram: o apetite de franceses por vegetais que seriam um antidoto para a dieta rica em gorduras, o clima e, por fim, o consumo regular de vinho. Em 1991, o pesquisador franco-canadense Serge Renaud afirmou, durante entrevista ao programa norte-americano 60 Minutes, que o vinho consiste em um poderoso fator de proteção contra doenças cardíacas e coronárias.  Tal declaração sacudiu o mundo e gerou grande controvérsia.

Resultado: estava instaurada a polêmica do famoso Paradoxo Francês, que deu muito pano para manga. Coincidência ou não, no ano seguinte o consumo de vinho apresentou um aumento de 41% nas terras do Tio Sam.

Mas será que é só isso, mesmo?

Seja como for, há diversas explicações para o fenômeno, e a principal é o fato de que os franceses consumiam, em média, cem garrafas de vinho por pessoa todos os anos. Não obstante, bebiam sempre durante as refeições e dedicavam, pelo menos, uma hora para isso

E o fato é que estudos realizados nos anos que se seguiram à divulgação do Paradoxo Francês demonstram que, realmente, tais aspectos são benéficos à saúde (desde, é claro, que não haja contraindicação a bebidas alcoólicas). O que se pode concluir a respeito? Que sim, o vinho tem ótimas propriedades para a saúde, mas não é o único fator nesse sentido.

Ah, esses gauleses…

Mas a grande questão é: não são apenas os franceses que tomam grandes quantidades de vinho anualmente. Então, por que os outros povos não são agraciados com os mesmos benefícios? Bem, atribui-se a diferença ao modo francês de consumo, ou seja, a regularidade com que se bebe todos os dias.

Em contrapartida, há outros países que rivalizam com a França no consumo de vinho. Porém, seu comportamento em relação à bebida é chamado binge drinking – que, em outras palavras, significa a ingestão da mesma quantidade da bebida, só que em apenas uma noite – algo que pode trazer sérios danos à saúde como AVCs e enfartes do miocárdio.

Pelo viés científico, as uvas possuem grande quantidade de ácido carbólico (polifenóis) como, por exemplo, os taninos. Assim, juntamente com o etanol, atuam sobre moléculas inflamatórias que provocam a aterosclerose. O vinho tinto, aliás, possui propriedades antivirais, bactericidas, proteção vascular e antioxidantes, que também impedem o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

In vino veritas

O vinho também ajuda a aumentar o HDL (ou bom colesterol), dilatar vasos sanguíneos e aumentar a elasticidade das paredes vasculares – e não há dúvidas de que o consumo moderado pode ser muito salutar. E este é um aspecto simplesmente maravilhoso acerca do inigualável fruto da videira, celebrado em verso e prosa ao longo da História: a capacidade de tornar qualquer ocasião em um verdadeiro happening.

Em que pesem todos os aspectos referentes às propriedades saudáveis do vinho, o que se pode dizer a respeito do tema? Que desfrutar os sabores, aromas e sensações que o vinho proporciona e, ainda, usufruir dos benefícios à saúde provenientes de seu consumo prudente, significa aproveitar o melhor que a vida tem a oferecer.

 

 

 

 

compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

sete + quatro =

0
    0
    Your Cart
    Your cart is emptyReturn to Shop
    ×