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Muitas versões explicam o surgimento do vinho. Imprimir E-mail

Entre tantas versões é certo que a história do cultivo da uva e da produção de vinhos se confundem e são acontecimentos que fazem parte do mesmo enredo.

Há muitas versões para explicar o surgimento do vinho. Entre tantas, há lendas originadas em diversas culturas, civilizações e mesmo religiões. Quaisquer que sejam as versões, o certo é que o uso da uva para a produção de vinho é provavelmente tão antigo quanto o seu próprio cultivo, cujos registros, por sua vez, acompanham o surgimento da agricultura como um todo.

Os registros mais antigos do cultivo da uva datam de 8000 a 6.000 anos atrás, no oriente médio, ainda que sua domesticação tenha ocorrido ainda antes nesta mesma região e em outras, mais posteriormente.

Em se tratando de registros arqueológicos, o que se verifica é que a produção de vinho pode ter surgido de forma independente em várias regiões do mundo, inclusive antes mesmo do inicio do cultivo regular da uva. Na Geórgia (Ásia) há indícios de que em 6.000 AC os habitantes locais já produziam vinho, enquanto que o primeiro registro de uma “vinícola” data de 4.100 AC na Armênia em uma caverna conhecida como Areni-1. Há ainda registros que sugerem que na China e na Europa tenha ocorrido a produção de vinho também nesta mesma época.

Provavelmente a vinificação da uva, em qualquer uma destas regiões, tenha acontecido por acaso, considerando que a levedura, um fungo unicelular, vive naturalmente nas cascas da uva e é um excelente agente para alterações químicas, especialmente na transformação de açúcar em álcool.

Fato é que o vinho passou a fazer, de uma forma ou outra, parte da história e da cultura de diversas civilizações. Em sua história mais recente, após o declínio do império romano, a produção de vinhos recebeu apoio da Igreja Católica, talvez por ser um produto de larga produção e exportação, e passou a fazer parte dos rituais sagrados da celebração cristã. Já no islamismo, o vinho teve seu consumo proibido, enquanto que seu uso, tanto para fins medicinais, como a produção de perfumes, foi tolerado. Por estas razões, nesta época a produção era fortemente concentrada na Europa, tendo diminuído em outras regiões.

Somente com o surgimento da filoxera em 1887, que devastou plantações na Europa, é que a produção de vinho em escala comercial migrou para outras regiões, como as Américas, ainda que outras regiões já produzissem vinho há alguns séculos, como a África do Sul cuja produção começou em 1688. Na Europa, para recompor os vinhedos, os produtores optaram por trazer mudas de variedades da América do Norte (que não são afetadas pelo inseto que ataca as raízes das plantas) e as enxertaram com as variedades locais.  Ainda que a filoxera tenha ajudado outros países a aumentarem sua capacidade de produção, somente depois do final do século 20 que os vinhos produzidos em regiões fora da Europa passaram a ter algum reconhecimento como produto de qualidade.

Hoje o vinho é produzido em escala comercial em vários países do mundo. Nas Américas, os países com maior reputação são Argentina, Chile e Estados Unidos. O Uruguai também tem seu destaque internacional, enquanto que o Brasil, apesar de suas condições comerciais pouco favoráveis para a produção de vinho, está começando a se despontar neste mercado. O México e o Canada também têm apresentam produtos interessantes e há ainda no Peru alguns vinhos que se destacam pela exceção.

 

 
 

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