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Panorama dos Vinhos Chilenos

O Chile está entre os maiores produtos de vinho do mundo, ocupando em 2018, a 6ª posição, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) . Com uma produção total, em 2018, de 12,9 milhões de litros, 36% maior que a de 2017, os vinhos chilenos ganharam expressão mundial por sua qualidade. O país conta com alguns privilégios como a geografia, clima e solo e a inspiração da produção francesa para focar-se em vinhos requintados.

Vinhos chilenos: um terroir privilegiado

Sim o território chileno é privilegiado, um tipo de terra prometida para as videiras e o vinho. Em primeiro lugar pela geografia. Localizado entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, o país é um corredor isolado de pragas, possibilitando vinhedos de qualidade e diversificação de cepas.

O clima também foi abençoado por Bacco e a variação do clima mediterrâneo ao tropical favorece o desenvolvimento das uvas e a concentração de seus sabores. Além disso, que não seria pouco, o solo chileno é especial – rico em nutrientes que favorecem a acidez e o sabor frutado do vinho.

Mas, não é só a natureza. Como o mercado consumidor interno é relativamente pequeno – o Chile possui uma população aproximada de 18 milhões de habitantes, menor que o Estado de Minas Gerais e um pouco maior que o do Rio de Janeiro por exemplo -, os produtores chilenos investiram muito para alcançar patamares de qualidade da produção que atendessem e atraíssem o mercado internacional. Assim, o Chile produz vinhos de características diversas, frutados e herbáceos, algumas vezes semelhantes ao vinho francês.

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As regiões viníferas do Chile

O país tem uma geografia bastante particular. É a maior extensão de norte a sul com 4.300 km, mas muito estreito de Leste a Oeste, 177 Km. Mais ou menos um terço da população total se concentra na capital, Santiago, que é cercada pela sua principal região produtora, o Valle Central.

O Chile possui oficialmente seis regiões produtoras – Atacama, Coquimbo, Aconcagua, Central, Sul e Austral – que se dividem ainda em outras sub-regiões com, claro, sua características próprias e bem definidas. O Valle central responde por 90% da produção chilena de vinhos.

Valle Central: entre as mais importantes do hemisfério sul

O Valle Central já é uma das regiões mais reconhecidas do hemisfério sul no mundo do vinho, tendo recebido investimentos de produtores franceses, especialmente da região de Bordeaux.

Trata-se de uma área plana localizada entre as elevações do Litoral e os próprios Andes. O Clima é mediterrâneo, caracterizado por bastante insolação e ambiente seco. Valle del Maipo, Valle de Rapel/Valle de Colchagua, Valle de Curicó e Valle del Maule são as sub-regiões do local, que teve forte influência europeia para seu sucesso.

Região do Atacama: um dos terroirs mais secos do planeta

Ao norte do Chile está o Deserto do Atacama, um dos mais secos do mundo. Graças a inovações tecnológicas uma pequena produção de vinho nasceu ali. O terroir do Atacama é terroso e áspero. Por isso, grande parte dos produtores localiza-se mais próximo do litoral Pacífico

Região Coquimbo: rótulos reconhecidos

Até a ascensão do Atacama era a produção, digamos, “mais árida” do Chile. Reponde por menos de 4% da produção de vinhos do país. Muito rótulo que são sinônimos de qualidade. Pertence a essa região, as sub-regiões Vales de Choalpa, Limarí e Vale do Elquí. No Coquimbo, destaca-se a produção de Chardonnay, Pinot Noir, Syrah e Sauvignon Blanc.

Região Aconcágua

Já mais próxima do Valle Central e da capital, a Região Aconcágua inclui três sub-regiões. Vale do Aconcágua, os Valle de Casablanca e Valle de San António (onde está o Valle de Leyda). É uma região sob a influência da brisa do mar, uma vez que estamos a caminho do litoral e, por isso, mais fresca também. Destaca-se a produção de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Syrah.

Região Sul

Ao sul, o clima começa a ficar mais úmido e frio. Já estamos a mais de 500 km da capital e a produção se volta para cepas brancas como Riesling e Gewurtztraminer. Mas, também Pinot Noir, País (a tinta que já foi a maior produção no Chile e sucumbiu à Cabernet Sauvignon), Moscatel e Chardonnay. As sub-regiões são Valle de Itata e Valle de BioBio.

Há ainda a Região Austral, mais ao sul. Uma região ainda muito experimental sem rótulos de grande destaque ou qualidade.

 

As principais denominações e sub-regiões do Chile

Valle de Huasco (Atacama):  ganhando repercussão recente, é uma região de clima extremo, onde destacam-se as produções de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Syrah e Moscatel.

Valle de Elqui (Coquimbo): destacam-se os vinhos Syrah e os Sauvignon Blanc para os brancos.

Valle do Maipo (Central): é a região mais conhecida, destacando-se a produção de Cabernet Sauvignon com vinhos complexos e bem estruturados. Também, há rótulos respeitáveis de Merlot, Syrah e Carménère.

Valle de San Antonio (Central): Inclui-se aqui os setores Leyda, Lo Abarca e Rosario. Destacam-se as produções de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Syrah.

Valle de Aconcágua (Aconcágua): A região conquistou boa adaptação de cepas tintas, como cabernet Sauvignin, Syrah e Pinot Noir, e brancas mais ao sul, principalmente Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Valle de Cachapoal (Valle Central): é uma subdivisão ao norte do Vale de Rapel e conhecida por seus vinhos tintos. É a principal produtora de Carménère, destacando-se també por sua produção de Cabernet Sauvignon e Merlot.

Valle de Casablanca (Aconcágua): o clima produz ótimos rótulo das tintas Merlot e Syrah, assim como das brancas Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Valle de Colchagua (Central): Localizado no Vale de Rapel, vem se tornando uma das maiores regiões vinícolas do Chile. A maior parte da produção são vinhos de Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot.

Valle de Curicó(Central): outra região reverenciada e tradicional, em que a temperatura, clima e solo favorecem a produção de Cabernet Sauvignon e Sauvingnon Blanc, que são as principais variedades cultivadas nesse vale.

Valle de Itata (Sul): de clima mediterrânico úmido e  temperaturas mais baixas, é uma região de alta produtividade e com grande resultados na produção de País,  e Moscatel de Alexandría, além de Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Tintórera, Semillón, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

 

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